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Viés. Peço.

          Fosse imerso a cor de estrela quando habita seu sorriso que fita-me, de imediato abandono o pouco de céu para mais alto sentir a voz que leva esse redor a ser tão calmo.
          Pormenor foi-se o encanto assim que saisse ao olhar tomado do peito. Infame!
          “Querida” seria como a descreveria, que é uma saudade de carta bordada – prendia entre os dedos, quase amassando. Tal fato não deixou-me saber o que mais parecia um segredo de lábios calados.
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                                                Talvez as pedras sentiram aqueles pingos, uma verdade é que caindo levemente faziam molhar, marcar os dias. Meu olhar escorria. Rostos banhados e por pouco com o sorriso jamais visto, daquele encontro perdido no senso dos pés.
                                                Havia algo mais transparente, diante das lentes amareladas que persistia o aro óptico em que confessavam tamanhas palavras, aceitadas pelo tempo; plural dispondo num espaço seu aprendiz. Sobremaneira que evocava, que não levasse dali. Que são 2 e 2. Diga-me da véspera sem esconder as batidas osciladas, o ar quase impedido solto pela figura física tirou-lhe a existência de seu olhar, pequena – seria assim que eu não queria jogar meu sonho. Deixe-me, insistia.
                                                   Explode os dedos movendo vez por escrever, reescreveu subitamente tomando meus pés até esquecer quem inventara essa vã rotina corporal. De secreto aqui a partir duma folha inquieta. “Cala-te, querida”. Queria que precisassem as palavras de modo que não coubessem em outros abraços.
                                                    Passei de céu o que está mais numas nuvens conhecidas e agora faz parte que não em mim. Foram as estrelas daquém fascinadas de alma, jamais saberia se encontrar em caminhadas incontidas.
Enquanto chovem, vim caber nesse abraço inexistente.

                                                                                                                                          17/04/2012

                                                                                                                                                                                                                                            22 anos de mim

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Do sem fim

                                                   Foi onde esteve toda a procura marcada no fim deste chão. Mistura de sentidos perceptível aquarela entre o arco-íris. Boca entreaberta, com os dentes expostos tocando as nuvens, de forma que deitada nem sentia mais o peso do corpo. Quanto mais perto chegou, engoliu a chuva intensamente escorrendo em seu ventre. Estaria céu e sua alma jazia azul, como imaginava-se. A esta altura seus lábios inerentes as estrelas lume a escuridão, entendeu aqueles sonhos. Paralisados os “objetos” acreditados só de pisar sobre o que via, palavras passavam a não existir a partir daí. O que seria os sons se valessem o que cada palavra nem sequer significou para um momento sem data, somente símbolos. 
Estirou os braços e quis voar, não escolhia lugar, nem paisagem, nem horizontes. Os pássaros 
não falam! Cantar seria alegrar o vento da direção em que seguia. Mas as horas são ínfimas ao que se é suave.
                                         Não foi apenas por estar onde fica-se sob ideias, se voar está acima, são as viagens nos movendo sem dar passo algum. Vai num pensamento e volta mais leve. Importáveis estava fora daquela cabeça, solvia o ar, branca com uma pele da cor do sem fim.
 

Tais verbos soltos

Até quando? Futuro. Fim.

Seguindo a linha reta. Talvez para a direita ou para a esquerda em direções diversas. Mas, sempre deixando o passado “comendo a poeira” do tempo, nas estantes, nas gavetas, sem cinzas.

                Existe inexistente. Eu, você, ele, nós, vocês, eles.

O artista Bruno Dourado mostra parte de suas criações inspiradas no mundo fictício de um ser que devora sonhos. As criaturas retratadas por Bruno são coloridas, mas não alegres. Visitantes usarão lanternas para ver as suas obras.

A exposição será aberta ao público na sexta-feira, a partir de 19h, com entrada R$ 5,00 e show de Bad Tripa. Nos dias seguintes, a visitação pode ser feita gratuitamente de 14h às 18h.

De hoje até 10 de Fevereiro, no Salão das ilusões (Rua Coronel Ferraz, 80, Centro – Fortaleza/CE).

www.salondelasilusiones.com

Me pego pensando

Que ando fora de mim

Dormindo (acordada)

Num momento.

Sinto um (Flash).

Me vejo paralisada.

Estações mudam a cada instante

Primavera

Verão

Outono.

Inverno

História da Literatura Ocidental“, obra máxima de Carpeaux. As mais de 3 mil páginas do projeto do crítico literário naturalizado brasileiro foram divididas em quatro volumes, na caixa lançada pela editora Leya em parceiria com Livraria Cultura. Obra de referencia para quem encontra na leitura algo mais que o prazer, o trabalho de Carpeaux foi originalmente escrito em português e publicado em oito tomos, entre 1959 e 1966, pela Editora O Cruzeiro. A extensão do estudo revelou-se, ao mesmo tempo, um trunfo e um obstáculo para a posteridade do trabalho: tornou-o quase lendário, por sua abrangência e profundidade, sendo (ainda) considerado por muitos críticos e estudiosos da literatura o mais importante projeto do gênero editado no Brasil; e dificultou suas reedições.

Trinta anos depois da primeira publicação, a coleção foi relançada por uma pequena editora, a Editorial Alhambra. Esperou mais 20 anos até as Edicões do Senado editarem sua bem cuidada versão, reunindo os oito livros originais em quatro volumes. O problema desta, contudo, foi a distribuição. Como não estava disponível em livrarias, o leitor ficava na dependência de esbarrar com ela em bienais ou ter que solicitá-la pela internet.

Enciclopédico

Um projeto como o da História da Literatura Ocidental é ousado. E até pretensioso. É, também, um sonho de outros tempos, de antes das ciências sociais e humanas se desiludirem com grandes quadros explicativos e mergulharem em estudos cada vez mais detalhistas, cobrindo raios cada vez mais menores. É, sobretudo, uma tarefa para homens de outros tempos. Carpeaux era o homem certo para a tarefa. Sua erudição, não poucas vezes, foi motivo de desconfiança. Ainda na Áustria, estudou química, mas logo se deteve em diversas outras áreas – da matemática à sociologia, das ciências políticas à literatura. Poliglota, não teve problemas em se aclimatar ao português brasileiro, quando chegou por aqui em 1939, fugido da Europa assombrada pelo fantasma hitlerista. Aqui, rapidamente se integrou à vida intelectual: ocupou cargos políticos ligados à cultura, trabalhou nos jornais, ganhou dinheiro escrevendo verbetes de enciclopédias, leu de tudo e escreveu sobre quase tudorefletiu sobre a literatura, em estudos que o consagraram, mas também sobre cultura, música e política. Tal qual Funes o personagem do escritos argentino Jorge Luis Borges (1899 – 1986), Carpeaux tinha uma memória prodigiosa. E quem se aventurar pelo atlas literário por ele traçado vai se surpreender ao econtrar muito mais que a França, a Alemanha,a Inglaterra, a Espanha e uma meia  dúzia de países que costumam ser lembrados quando se pensa em literatura nórdica pelo mercado editorial das Americas, o memorioso crítico austríaco já o incluia em sua opbra máxima.

Solidez

O que faz de “História da Literatura Ocidental” um livro ainda vivoe não mera curiosidade bibliografica, é o metódo ousado de Carpeaux. Ao invés de enumerar os casos mais célebres das cenas literárias de diversas partes do mundo, o autor busca interpretá-las, compreender como estas se moldam a partir de uma observação de realidades sociais e políticas complexas. O metódo sociológico, por assim dizer que ganharia corpo com o mestre Antônio Cândido e que se reforçaria mundoa afora, neste início de século.

Fonte: Diário do Nordeste, Caderno 3.

dos escritos

Aqui é o que gosto

Que surge das descobertas

Em simples movimentos

Escrita cúmplice da mente

Saindo na ponta o que sente

Expondo mais que pensamentos

 

Mas é claro que o sol
Vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei…

Escuridão já vi pior
De endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem…

Tem gente que está
Do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar…

Tem gente enganando a gente
Veja nossa vida como está
Mas eu sei que um dia
A gente aprende
Se você quiser alguém
Em quem confiar
Confie em si mesmo…

Quem acredita
Sempre alcança…

Mas é claro que o sol
Vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei…

Nunca deixe que lhe digam:
Que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos
Nunca vão dar certo
Ou que você nunca
Vai ser alguém…

Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia
A gente aprende
Se você quiser alguém
Em quem confiar
Confie em si mesmo!…

 

Essa verdade me ensinou inúmeras lições. Por aqui quero citar algumas.

Seguir em frente sabendo que muitos motivos antes importantes, não importarão mais.

Ter a razão sempre que puder, caindo de pára-quedas.

Ver além das ilusões.

Usar a verdade quando preciso.

Terminar algo, mesmo se o for duramente doloroso, com os sentidos ‘blindados’.

” As ilusões caem uma após outra, como as cascas de uma fruta, e a fruta é a experiencia. Seu sabor é amargo, mas FORTIFICA.”

Gérard de Nerval (1808-1855), poeta francês.

 

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